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Ponto Cego Detectado
Seu acerto em Cirurgia está em 23%. Já incluímos reforço intensivo no seu plano.
Status da Jornada
5 dias sem errar!
Tópico do Dia
Tópico de Reforço
Plano de Hoje
0/1 concluídosTrauma
4/35q · Avanço
Questão 1 de 30
Diário: 5/34
SUS-SP 2019 · 2019
8/30 acertos
Um adolescente de 12 anos estava andando de bicicleta em alta velocidade, numa ladeira, perdeu o controle e bateu contra um poste. Estava de capacete. Perdeu a consciência no momento da queda. Ao chegar ao hospital, tinha Glasgow 15 e estava hemodinamicamente estável. Tinha equimose extensa e muito dolorosa em epigastro, onde sofreu o impacto com o guidão da bicicleta. Mantendo-se estável, foi encaminhado para a tomografia, onde foi identificada pequena quantidade de líquido livre intra-abdominal. Não foi vista lesão hepática nem esplênica. Lesão esperada e melhor conduta, entre as condutas apresentadas:
Voltar à questão
CCQ
Guidão em epigastro leva a lesão de delgado/duodeno; líquido livre sem órgão sólido lesado significa laparotomia exploradora.
O Diagnóstico
Adolescente de 12 anos com trauma abdominal fechado por impacto de guidão em epigastro, hemodinamicamente estável, com líquido livre intra-abdominal na TC sem lesão hepática ou esplênica — identificar a lesão mais provável e a melhor conduta.
Alternativa Correta:
AO mecanismo de impacto direto do guidão no epigastro comprime o delgado proximal e o duodeno contra a coluna vertebral, sendo essas estruturas as mais acometidas nesse padrão de trauma. A presença de líquido livre sem lesão de órgão sólido na TC indica perfuração de víscera oca, e a conduta é laparotomia exploradora — diferente das lesões sólidas, as perfurações intestinais não têm manejo conservador.
Análise dos Distratores
B) Lesão de vesícula biliar é incomum no trauma fechado por guidão em epigastro. Além disso, a laparoscopia diagnóstica/terapêutica não é a conduta padrão inicial no trauma pediátrico com líquido livre intraperitoneal.
C) Lesão vascular causaria instabilidade hemodinâmica importante e não se apresentaria como paciente estável com pequena quantidade de líquido livre. Arteriografia não é primeira escolha para este cenário.
D) Perfuração de bexiga extraperitoneal não causa líquido livre intraperitoneal — o extravasamento de urina fica confinado ao espaço pré-vesical. O mecanismo de impacto em epigastro também não é compatível.
E) A lavagem peritoneal diagnóstica é método obsoleto, substituído pelo FAST e pela TC no trauma. Lesão pancreática é possível mas menos provável que delgado/duodeno neste mecanismo.
Pulo do Gato
Guidão em epigastro = clássico de delgado/duodeno. Líquido livre sem lesão sólida = víscera oca = vai para cirurgia.
Revisão Direcionada
O trauma abdominal fechado por mecanismo de compressão contra guidão é classicamente associado a lesões de delgado proximal e duodeno, estruturas relativamente fixas que são esmagadas contra a coluna vertebral pelo vetor de força anterior. Na TC, a presença de líquido livre sem lesão identificável de órgãos sólidos (fígado, baço, rins) é altamente sugestiva de perfuração de víscera oca — achado que, no contexto do trauma, indica laparotomia exploradora independentemente da estabilidade hemodinâmica. Diferente das lesões de órgãos sólidos (que podem ser manejadas conservadoramente em pacientes pediátricos estáveis), as perfurações de vísceras ocas exigem intervenção cirúrgica para controle do extravasamento de conteúdo intestinal e prevenção de peritonite. A lavagem peritoneal diagnóstica foi amplamente substituída pelo FAST e pela TC, sendo raramente utilizada na prática contemporânea.
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Caio Garcez, fundador, dev formado pela UFPEL. Mais sobre o projeto e o roadmap em @medyad.residencia no Instagram.
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